domingo, 21 de dezembro de 2014

VIVER O NATAL

Este ano letivo, a pedido de algumas mães, não preparamos para a festa de natal as já por demais conhecidas canções.

Então resolvi propor aos meus alunos uma peça de teatro ou uma poesia para declamar. Foi nesta segunda proposta que recaiu a escolha.

A partir de versos de Zeca Afonso, da sua lindíssima canção, "O meu menino é d'oiro" fiz uma adaptação para a turma.

E para meu espanto, em tão pouco tempo o grupo se preparou.


E o poema surgiu!!!

O MENINO

O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino o meu menino

Não façam caso que é pequenino

Venham aves do céu
poisar de mansinho
por sobre os ombros 
do meu menino

Não façam caso que é pequenino

Nasceu rosado 
e bonitinho o meu menino

Não façam caso que é pequenino

Nesse lugar 
bem pobrezinho
onde moravam vaca e burrinho
nasceu o menino

Não façam caso que é pequenino

E uma estrela no céu
bem alto brilhou
e esse lugar iluminou
Nasceu o menino

Não façam caso que é pequenino

Esse ser pequenino
foi especial
AMOR trouxe ao mundo
por isso é NATAL

FELIZ NATAL

VIVER O NATAL

Neste projeto em construção, não falta nunca a história de José e Maria, recriada por mim através de textos bíblicos, onde não falta o anjo "da guarda" protetor, qual fada madrinha dos contos de fadas, e um rei que queria todo o poder para ele e se chamava Herodes. Das portas das casas fechadas que encontraram na cidade de Belém; e do lugar junto dos animais onde se recolheram. 

Enfim... história por demais conhecida de muitos, onde o que importa é o sentimento de quem a conta e o motivo porque o faz:  Educar para os Afetos e com Afeto.


... e uma estrela bem alto no céu brilhou! 
Sempre que nasce um menino há (estou certa) uma estrela no céu que brilha!!!




VIVER O NATAL

Dando continuidade ao nosso projeto do ano letivo anterior, ou melhor dizendo, à filosofia e enquadramento desta época festiva - o NATAL - que se vive em todo o país e que faz já parte da nossa cultura enquanto povo, independentemente da religião professada por cada um, preparamos os nossos presentes para a família com a identidade que se reconhece.


Ora, nas nossas histórias o 3 é um número mágico. Assim, pegando em 3 formas com forma de estrela e à semelhança das histórias "Os 3 porquinhos" ou "Caracolinhos Dourados e os 3 ursos" e num pedaço de barro, fomos construindo o nosso presente de natal.
Uma estrela grande é a do PAI, a média é a da MÃE, e a pequena do FILHO/a. Todas elas transportam a mensagem de que as melhores prendas do mundo NÃO CUSTAM DINHEIRO.

A estrela grande leva "ABRAÇO APERTADINHO DE PAI"
A estrela média leva "COLO MEIGUINHO DE MÃE"
A estrela pequena leva "COM MIL BEIJINHOS"  

E estas prendas têm de ser trocadas no Natal.
De que vale um presente que custe muito dinheiro se não vier acompanhado de afeto, ternura e mimo daqueles de quem mais gostamos?

Vai daí... mãos à obra!!!
Depois foi só fazer as etiquetas com a nossa identificação e colocar em pequenos sacos.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Conhecer o mundo

Muitos são os momentos de aprendizagem no jardim de infância. Basta ao educador estar atento e ter capacidade de envolver o grupo para participar no desenvolvimento dessas ações, e a esta forma de aprendizagem, onde todos aprendemos com todos, aprendizagem potenciada pelo educador, poderemos chamar de currículo emergente.

A ação surgiu então, com a chegada de uma pequena baleia e um pequeno golfinho, trazidos no bolso do Leonardo. Mas aqueles animais, segundo ele, eram especiais e "deitavam água para fora".

A curiosidade estava desperta no grupo, e fomos provar se sempre era como o Leo dizia.


A baleia e o golfinho, com orifícios tão pequeninos não deixavam a água entrar e então flutuavam.

Quando fizemos a experiência com as baleias e os golfinhos da nossa caixa da bicharada, todos eles se afundaram. À pergunta porque é que os animais marinhos do Leo não se afundavam como os outros, rapidamente tivemos a resposta: "Porque eu ensinei-os a nadar" - perante este conhecimento científico ficamos arrasados!

 Para já ficamos a perceber que a diferença estava no nariz da baleia e do golfinho que deixavam entrar o ar para respirar. E depois foi a brincadeira com o aspergir da bicharada que deu banhoca a toda a turma.

Fica para uma próxima a experiência de "porque é que os peixes não se afundam?" E aí iremos aprofundar o tema das baleias e dos golfinhos, que são uns animais marinhos especiais.

Estava assim criado o contexto para a aprendizagem, e o mote para aprendizagens seguintes. E esta é uma das diferenças entre o que é educação de infância e o ensino (dos programas obrigatórios).

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Conhecer o mundo

Conhecer o mundo através do vivido das crianças mas também através dos livros.

O ponto de partida para esta ação foi a história da "A lagartinha muito comilona" e a questão que se levantou foi relativa aos insetos, pois já  anteriormente tínhamos trabalhado com a professora Helena Fonseca um projeto designado "Safari no jardim (de infância)", onde recolhemos do recreio um grupo de bichinhos em caixas com lupa para os observar melhor ao vivo.

Em conversa com a educadora Teresa Cardoso e a propósito de aranhas para o dia das bruxas, descobrimos que as nossas aranhas tinham só 3 pernas de cada lado (eram aranhas criativas claro!) mas convinha esclarecer, para fundamentar o já adquirido anteriormente.

Procuramos então no lugar dos livros uma enciclopédia sobre lagartas, e aranhas, e fomos buscar o kit dos insetos que é sempre uma atração.

E, embora as nossas aranhas do dia das bruxinhas possam ter menos de 8 patinhas, 1 olho apenas e pintas como as joaninhas, através do jogo em manta com o nosso kit e a nossa enciclopédia ficamos a perceber que as aranhas não são insetos e pertencem à família dos aracnídeos. ('bora lá a acrescentar mais 2 perninhas às pobres das aranhinhas!!!)




Momentos

No dia a dia da vida no jardim de infância, temos por vezes vontade de capturar alguns momentos divertidos, ou sérios, que fazem parte do crescimento enquanto pessoas e seres sociais integrados num espaço que é o jardim de infância.

Dos contos que escutamos diariamente, por proposta da educadora ou do grupo, passamos a um outro tipo de registo: a dramatização - o TEATRO.

Mas também podem surgir atividades dramáticas e criativas a partir de canções; neste caso a das velhas que tinham um gato com olhos cor de ervilha que lhes comeu o jantar.

Estes e os outros que não constam da foto, mas que integraram a "brincadeira" vão fazer o gato andar de rabanete. Quem quer ser o gato??? (Vai sobrar para a assistente ou para a educadora!).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Todos os dias uma história

A Bruna regista o título da história
que foi lida no dia.

Esta é uma tarefa que muitas crianças gostam de executar,  e que vai percorrendo o grupo /turma.
A Rita Isabel regista o título da história
perante o olhar atento da Luana.


Todos os dias uma história

Outros painéis surgiram, entre muitos dos registos individuais das crianças, de histórias como "A girafa que comia estrelas" ou "Nicómedes O careca" ou ainda a "Lagartinha comilona"...

Todos os dias uma história

Depois de lida ou contada a história do dia, as crianças elaboram um registo que contemplará os seus personagens favoritos ou o que resultou da sua imaginação enquanto ouvintes.

Mas, algumas vezes esse registo é feito pelo coletivo da turma, construindo-se assim um conjunto de painéis para exposição.

Nestas imagens os alunos constroem o painel sobre a história "Risco - o peixe aranha".