segunda-feira, 6 de abril de 2015

PÁSCOA


No jardim de infância 
a PÁSCOA 
celebra-se com com ovos, amêndoas e coelhos... e outras coisas doces.

É um tempo para lembrar a primavera, a estação do despertar para a vida. 

Tempo de sonhos diurnos que aprendemos na infância.


Por sugestão da educadora Orlanda, "nasceram" estes coelhos e coelhas que carregam as amêndoas que hão-de chegar a casa para serem partilhadas.



Mas ainda fizemos biscoitos ...


... e pão de ló.


Para fazer a festa.





Que terminou com um jogo de balões!!!

E, com os alunos mais velhos, fizemos a tradicional caça aos ovos.

No entanto, temos ainda que dar o nosso OBRIGADA ao senhor presidente da junta de freguesia (agora união de freguesias), e a toda a sua equipa, pelo agrado com que nos presentearam.




E, para rematar a abertura desta publicação, cito abaixo um breve excerto de Luisa Dacosta no seu livro "O rapaz que sabia acordar a primavera".

"Debaixo do céu azul e rodeado de asas, 
o rapaz acordava, com aquele ritual,
a primavera, que desabrochava em todo
o seu esplendor. Bastava olhar. Nos montes
era já a ressurreição. Flores de sargaço,
algumas com as cinco chagas de cristo
nas pétalas brancas e de olhinho dourado
juntavam-se ao amarelo e roxo do pampilho
e soajo. "








Leitura(s) para Pais

Esta é uma notícia, para vos dar conta de como vai correndo o projeto de empréstimo domiciliário para os encarregados de educação, designado 
"Leitura(s) para Pais" 




Até à data  - final do segundo período letivo - foram requisitados 95 (noventa e cinco) títulos . Este projeto, infelizmente  não partilhado por mais nenhum docente, iniciou-se com o apoio de bibliotecas pessoais (da mãe da Rita Mota, da assistente operacional Marina, da educadora amiga Teresa Cardoso, e minha), e ainda da biblioteca escolar da escola sede do agrupamento.

Desde já, os meus agradecimentos ao diretor Manuel Monteiro, pela flexibilidade permitida nos prazos de requisição, e pela disponibilidade das pessoas que trabalham na BE, pois a realização do empréstimo domiciliário a encarregados de educação não pode ter as mesmas regras que a outros grupos de pessoas.

Apesar dos muitos constrangimentos, de espaço e não só, as pessoas grandes aceitaram o desafio da leitura; algumas foram até as provocadoras - por terem apreciado o ante-projeto, que foi realmente o embrião deste, e que consistia na oferta semanal de excertos de obras ou textos variados, transportados pelos filhos e, aquando da requisição semanal destes últimos.


Os alunos do jardim de infância, vão descobrindo que os livros para os adultos não são bem iguais aos que eles levam para casa.

E, vão ganhando consciência do que é ser não-leitor, leitor, ou pré-leitor


E observam curiosos que estes livros têm imagens e ilustrações quase só na capa. São muito grossos (alguns). Têm muitas letras. E que uns têm as capas duras; outros não.
E, mais importante que tudo, fascinam-se !!!

Também reparam que às vezes as mães só leem um bocadinho à noite, porque estão cansadas do trabalho.

Mas não são só os mais novos que são atraídos pela bancada dos livros. Também alguns dos alunos mais velhos, vieram pedir livros para requisição. 
E, desta forma, tive de me apetrechar com algumas obras para os primeiros leitores! Pois este pedido não poderia levar uma recusa.

E depois, temos este exemplo fantástico da pequenina Margarida, que não se esquece de devolver o livro que a mãe já leu, dizendo: "A minha mãe quer outro"!


Só por isto já valia a pena o trabalho de realizar um projeto de leitura para "grandes".




Ser PAI

Ser PAI

No mês de Março, em quase todas as escolas ou jardins de infância, não há como contornar o "dia do pai". 
Prefiro, enquanto educadora de infância, por tudo o que já vi e vivi com as meninas e meninos que por mim passaram, chamar a esse tempo 'SER PAI'. Mesmo que esteja longe de casa, mesmo que já tenha partido, mesmo que a gente não o tenha conhecido muito bem, mesmo que já não viva connosco, mesmo que já tenha casado três vezes, mesmo que já tenha sido preso, mesmo que seja apenas (ou tão só) o do coração, mesmo que... mesmo...

Mas porque PAI importa mesmo, resolvi a pedido da Rita, construir um poema ''meiguinho'', "assim como o que há para as mães" - palavras dela. 

Esta sensibilidade das crianças mais pequenas, que compreendem tão bem a linguagem dos afetos, sentem que a poesia, que se dedica ao ser mãe, é mais doce e delicada, e que o pai também merece o mesmo trato na palavra. Porque eles apesar de pequenos têm o coração grande e inteligentemente sentem que as palavras também são, elas próprias, mimos que se oferecem. E neste caso ao PAI.


PAI é abraço
é mimo e amor 
mesmo no cansaço

PAI é proteção 
da mãe, e dos filhos
mesmo quando se metem em sarilhos

PAI é segurança
de qualquer criança

PAI, meu pai
Gosto muito de ti
mesmo quando não estás aqui

Um beijinho, paizinho, para ti.

As crianças memorizaram o poema para o  recitarem no dia do pai, acompanhados de gestos e afetos.



O poema ia na "calçola", pois a camisa ia já elaborada com a representação do rosto do pai.
O envelope timbrado com a inicial do nome próprio do pai guardava a surpresa.


E, foram alguns dias de preparação: com várias técnicas de expressão plástica: carimbagem, colagem, desenho e recorte, e pintura com berlinde.






Com um abraço, a todos os PAIs.



sábado, 4 de abril de 2015

CARNAVAL

CARNAVAL - este evento, independentemente de estar ou não refletido no plano anual de atividades, reveste-se de grande importância no contexto da ação do jardim de infância. Não só pela participação das famílias, mas também pelas expetativas já criadas junto da comunidade local que, por esses dias (os que antecedem o período de paragem letiva), nos aguardam com curiosidade.

O Carnaval tende assim a tornar-se um projeto de intervenção comunitário, onde a componente lúdica e a social, se unem também ao desenvolvimento de aprendizagens, dentro e fora da sala de atividades.

E é também um tempo de afetos. As famílias querem participar, e as gentes locais esperam-nos para verem as nossas vestes, e ouvirem a canção que todos os anos preparamos para esta festividade; que depois de cantada é festejada com serpentinas e confettis.


As Bruxas MIMI são coloridas e ... cuidado com as suas vassouras mágicas!!!


Os gatos Rogério são espertalhões mas... têm de obedecer às donas, pois podem ser transformados em outras espécies animais.


E, claro que há lugares onde não poderíamos faltar, como é o caso da farmácia e da Junta de Freguesia.


Ora, este ano letivo, o tema que escolhemos para a nossa turma (pois fomos os únicos que não aderimos ao "tema livre" por significar, para mim, sem tema ), teve por base as histórias já por demais conhecidas da famosa:
 Bruxa MIMI, e do seu gato preto de olhos verdes o "Rogério".

Foi feita uma lista para a organização do desfile; de forma a que cada bruxinha levasse o seu gato.
Depois de discutida a escolha, pois os "gatos" também se pronunciaram para a escolha da sua dona, registaram em tarjetas os respetivos nomes.


Todas as crianças desenharam a Bruxa MIMI e o gato "Rogério" para a elaboração do painel coletivo.

Depois com as fotos fomos verificar - através da correspondência matemática se todos tinham já realizado a tarefa.




E, como no dia da concretização do painel, alguns dos alunos não estiveram presentes, a Rita Cruz e a Margarida aceitaram colaborar na colagem dos desenhos dos colegas. Obrigada !!!


- Deixa cá ver que nome está aqui escrito. Ora, esta bruxinha é de .... c'um caraças, a educadora Madalena podia escrever melhor ! 


As palavras que se aprenderam a escrever, desta vez foram: BRUXA; GATO; MIMI; ROGÉRIO, e claro, CARNAVAL.


A escrita e a leitura, a matemática, a expressão plástica e dramática, a música, a poesia, e o desenvolvimento de outras competências, estão muitas vezes todas ligadas, na atividade do jardim de infância.
Através de um fio condutor que a educadora vai tecendo, à medida que as crianças se vão apropriando do mesmo, por vezes ensarilhando-o, outras esticando-o ou, desenlaçando-o, mas sempre fazendo crescer a meada do conhecimento, sob a atenção do educador, promotor do mesmo.


Embelezar os espaços do jardim de infância é também um trabalho para mostrar aos que chegam até nós que são bem recebidos, porque este é um espaço onde todos passamos muitas horas por dia.
É também uma forma de nos apropriarmos do mesmo, e de o sentirmos como nosso.


E não posso, enquanto educadora desta turma, e deste estabelecimento de ensino, deixar de reconhecer e agradecer a todos os encarregados de educação e famílias que nos ajudaram a realizar esta festa coletiva, contribuindo não só para o produto final, mas também percebendo todo o processo de realização de um projeto de intervenção comunitário, que em muito se deve ao trabalho realizado em articulação entre o JI e as famílias.


Muito em especial, à mãe da Bruna, à mãe do Leonardo, à mãe do Rodrigo, à mãe e tia da Rita Cruz e à avó da Lara e do  Miguel (que fez as vassourinhas com os materiais naturais do campo), a todas um enorme OBRIGADA em nome da nossa turma.


E, que me perdoem a ausência de muitos registos fotográficos. Mas quando se está de tal forma envolvida na ação, nem sempre é possível lembrar que o telemóvel está no bolso da bata.






E, claro, a caraterização não estaria completa se não tivesse a maquilhagem !!!
Mais uma vez, OBRIGADA !