No mês de Março, em quase todas as escolas ou jardins de infância, não há como contornar o "dia do pai".
Prefiro, enquanto educadora de infância, por tudo o que já vi e vivi com as meninas e meninos que por mim passaram, chamar a esse tempo 'SER PAI'. Mesmo que esteja longe de casa, mesmo que já tenha partido, mesmo que a gente não o tenha conhecido muito bem, mesmo que já não viva connosco, mesmo que já tenha casado três vezes, mesmo que já tenha sido preso, mesmo que seja apenas (ou tão só) o do coração, mesmo que... mesmo...
Mas porque PAI importa mesmo, resolvi a pedido da Rita, construir um poema ''meiguinho'', "assim como o que há para as mães" - palavras dela.
Esta sensibilidade das crianças mais pequenas, que compreendem tão bem a linguagem dos afetos, sentem que a poesia, que se dedica ao ser mãe, é mais doce e delicada, e que o pai também merece o mesmo trato na palavra. Porque eles apesar de pequenos têm o coração grande e inteligentemente sentem que as palavras também são, elas próprias, mimos que se oferecem. E neste caso ao PAI.
PAI é abraço
é mimo e amor
mesmo no cansaço
PAI é proteção
da mãe, e dos filhos
mesmo quando se metem em sarilhos
PAI é segurança
de qualquer criança
PAI, meu pai
Gosto muito de ti
mesmo quando não estás aqui
Um beijinho, paizinho, para ti.
As crianças memorizaram o poema para o recitarem no dia do pai, acompanhados de gestos e afetos.
O poema ia na "calçola", pois a camisa ia já elaborada com a representação do rosto do pai.
O envelope timbrado com a inicial do nome próprio do pai guardava a surpresa.
E, foram alguns dias de preparação: com várias técnicas de expressão plástica: carimbagem, colagem, desenho e recorte, e pintura com berlinde.
Com um abraço, a todos os PAIs.

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